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sábado, 26 de junho de 2010

História, parte 14²

"Uma luz apareceu. Dizia para eu aguentar mais um pouco e fazer o que era certo. Havia corvos e uma árvore laranja. O lugar era sinistro. Havia pedras no chão, e muitas árvores sem folha. Aquela árvore laranja estava no meio do lago. O lago! Havia também um lago; era verde-musgo. Parecia frio. Ouvi um som muito bonito, de música.
Flores, que vinham sendo levadas pelo vento, caíam na água. Era silencioso, exceto pela música em meus ouvidos. Tocava tão baixo que parecia ser minha voz em pensamentos. As flores que caíam no lago afundavam, mas de lá de dentro, desabrochavam novas e belas orquídeas. Mas, assim que saíam do lago, secavam todas. E era assim o tempo todo. Um dos corvos trouxe-me um pergaminho. Estava escrito algo, como se fosse uma lápide. Senti um calafrio.
Quando percebi, estava na água. E afundava, devagar. Eu tentei chegar até a árvore no meio do lago, mas ela parecia nunca chegar. Nela, apareceu Elise. Suas mãos estavam juntas, em forma de concha.
Dei mais um pulo, mas afundei completamente. Por alguns segundos, vi novamente Elise, mas somente suas mãos. Era uma rosa; uma rosa cortada ao meio. Elise olhou para mim e sorriu. Soprou a rosa de sua mão e em borboletas se transformou; Todas elas eram da cor verde e cinza.
As coisas começaram a ficar escuras e eu ficava sem ar; uma mão pálida apareceu. Segurei-a, e acordei."


-Que pesadelo. - Annie se sentou na cama. - O que quer dizer?
Esfregou suas mãos uma na outra. Estavam frias. Mas ao esfregar, algo caiu no chão. O que era?
-Uma rosa? - perguntou a si mesma. E era uma rosa que estava no chão.

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