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sexta-feira, 25 de junho de 2010

História, parte 9


Deitada em uma poltrona do quarto, Annie olhava a janela tristemente. "Parece que é o fim", pensou. "Eu não quero trabalhar como uma caçadora de almas por milhares de anos!"; "então eu vou escolher a minha ida...Tenho que falar com Elise"; "e as minhas coisas? Não posso deixar tudo para trás...TUDO o quê? Eu não tenho nada!".
Era a fase de negação de um fim de vida; logo viria a aceitação. Fechou os olhos e deixou escorregar por seu rosto uma lágrima de porcelana; ao cair no chão, ouviu um barulho de algo se quebrando. Não era a lágrima, vinha do andar debaixo. Annie se assustou e foi ver o que era.
Desceu as escadas com a sua única força, que não era muita.
-Elise? - perguntou, ofegante. Sem respostas. - Elise??? - gritou, quase caindo. Silêncio.
Silêncio.
Silêncio...
"E o que será que houve agora? Eu já morri? Mas eu nem senti nada!".
Olhando para frente, pôde ver, na janela da cozinha, um grande buraco. Estava quebrado. E havia um papel pendurado.
-Papel? - perguntou a si mesma.
Puxou-o. Era um bilhete com a letra mais perfeita do mundo, mas o papel estava manchado. Dizia "até a meia noite...".
-Só pode ser aquele mané de caçador de almas! Qual é a sua?? - perguntou para o nada, e este não lhe respondeu.
Forças esgotadas, caiu no chão. Que horas seriam?
"Dez da noite? O tempo passou assim tão rápido? Ou eu sou assim tão lerda?"
-Você pode vir agora, se quiser. - uma voz sombria sugeriu.
-Você de novo? - Annie ficou brava.

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