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sábado, 7 de maio de 2011

Amanhã de sábado.

Abri meus olhos pela manhã quando o sol bateu na janela... Meus olhos ardiam tanto que não sei se era mesmo pela luz. Virei meu rosto para o outro lado evitando o que eu temia que pudesse acontecer. 
Parei para observar o quarto. Burrice. Aquele corpo inerte em sono profundo ao meu lado me dava desgosto. Levantei de minha cama e meu impulso foi de fugir dali, daquela pessoa que tanto me machucou... Quantas lágrimas foram derramadas por ela? Não sei dizer. 
Abri a porta e pé ante pé atravessei o corredor pequeno. Não queria que ninguém me descobrisse, não sei porque. Queria ficar só por mais um momento, mas me sentia tão sozinha... Vazio tão profundo no coração... Coração... Devia ser saudade.
Sentei no sofá. O que fazer? Liguei a televisão, mas nada havia para me concentrar. Desliguei o aparelho de novo. Quanta frustração. Deitei a cabeça em uma almofada para tentar dormir e esquecer de tudo e não pude.
 Irritada com minha própria falta de motivação, passei a andar pela casa. Mais parecia uma alma vagando silenciosamente, sem dúvida... Sem vida. A dor no peito me acertou novamente, como garras de uma fera que finalmente capturou sua presa... Cravadas na pele tensa. 

"Não procure entender o que sequer você entende, apenas deixe fluir as lágrimas para aquietar seu coração". 

Deixei cair-me no chão e as lágrimas espessas finalmente rolarem...




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